10/10/2013
" " você quer o que com ele? Namorar?" "Não sei, ver no que vai dar" e você acha que vai dar em alguma coisa?do jeito que ta" " mas eu vou tentar " no fim das contas, eu também acho que o fim mais provável é não dar em nada, o mais visível é que a palavra futuro, pra nós dois, seja inexistente. Que ter alguma coisa é uma esperança remota, idiota. Fora da realidade. Eu já ouvi: " você ta perdendo seu tempo com alguém que não quer saber de você" . Mas eu já perdi e ganhei tanto tempo, que agora, não mudaria muito. Digo mais uma vez: eu gosto. E quando eu gosto eu sou assim: birrenta, idiota e turrona. Quando gosto eu faço merda, peço desculpas e faço merda de novo. Quando gosto eu aceito tudo errado, só pra não aceitar a perda, a distância, o desapego. Quando eu gosto sou crua, infantil, imatura e totalmente inocente. E quando eu gosto, eu gosto muito, eu gosto forte, eu gosto tanto que chega a enjoar de ouvir. Enjoar de acreditar que, depois de tudo, eu caio de novo no jogo, na mesma pedra, no mesmo erro. Eu sou assim, e por ser assim, que talvez a gente não de certo. Por me importar, por falar o que sinto, por gostar tanto e deixar a balança desequilibrar, que talvez você não se enquadre comigo. Por que eu quero ser apresentada, por que eu queria atenção e quero falar e ouvir, toda hora, todo dia. Por que eu sou criança mimada, por que eu sou maluca e, principalmente, por que me sinto tua e quero que sinta também." Paola Mendes
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